Em entrevista ao Programa Edenevaldo Alves na Petrolina FM nesta quarta-feira, (07), a delegada Rosineide Motta, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Juazeiro (DEAM), que está há 10 anos no órgão, enfatizou ações ligadas a sua área de atuação.

A Delegacia da Mulher em Juazeiro foi inaugurada em novembro de 2006, após a implantação da Lei Maria da Penha, considerada um divisor de águas no combate a violência contra a mulher.

“Depois dessa lei, as delegacias passaram a ter mais atuação e visibilidade. Na realidade o mérito é que a lei encorajou ainda mais as mulheres transformando isso numa luta”, disse.

Rosineide Motta ressalta ainda que em Juazeiro, a Delegacia da Mulher recebe em média de 120 a 130 ocorrências por mês, o que corresponde a 1.300 casos registrados por ano.

“A Delegacia da Mulher sozinha não resolve o problema, tem que ter o trabalho da justiça, da Secretaria de Saúde e de outros órgãos. Hoje temos uma demanda maior que a nossa capacidade de atuação, gostaria de ter mais escrivães, é muito serviço para pouco efetivo”, frisou.

Normalmente, as mulheres não denunciam os companheiros, o que gera um surto de feminicídios, como ocorreu em 2017, em Juazeiro.

“Houve um aumento injustificável de feminicídios e de violência sexual. É preciso denunciar porque existe a vergonha, a questão de dependência financeira, mas nós constatamos, o que mais prende as mulheres de denunciar é a dependência emocional, em Juazeiro não é diferente, e essa questão é mais difícil de ser rompida”, concluiu a delegada.

Fonte Edenevaldo Alves

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